Obras Completas · Editora UFG

CARMO
BERNARDES

Escrever o sertão, defender a terra.

Lavrador, carpinteiro, jornalista, dentista de ribeirinhos e um dos maiores prosadores do século XX. Antes do ambientalismo virar pauta mundial, ele já gritava contra a devastação do cerrado.

25.11

Lançamento dos três primeiros títulos de uma coleção de 20 livros, depois de décadas fora de catálogo.

Quem foi

Um escritor difícil de definir

Contos, romances, crônicas e memórias fizeram parte do repertório do mineiro de nascença e goiano de vivência, Carmo Bernardes (1915–1996). Nascido em Patos de Minas, chegou a Formosa (GO) aos cinco anos e viveu na roça até os trinta, ao lado do pai, como lavrador, carpinteiro e boiadeiro.

Alfabetizado em casa pela mãe, dona Sinhana, uma grande leitora, levou para a literatura a fala do povo do campo, como escolha estética e política. Retratou o sertanejo como ele é, contra o estereótipo do Jeca Tatu que o incomodava desde criança.

Já em 1945 alertava fazendeiros sobre erosão, assoreamento dos rios e a importância das matas ciliares. Décadas antes do socioambientalismo, entendia natureza e gente como uma coisa só.

“Quando é preciso, tempero a língua no falar oficial, mas, particularmente, só falo e conto meus casos conforme a velha me ensinou.”
Carmo Bernardes, Vida Mundo (1966)

Série em vídeo

Escrever o sertão, defender a terra

Parte 1

Escrever o Sertão

Estreia em 05/11

Vídeo em breve

Estreia em 05/11

Com depoimentos de Hamilton Carneiro, Marlon Salomon, Ana do Carmo, Pedro Novaes, Edival Lourenço, Lêda Selma.

“Embirrei e não renunciei, nem mesmo a poder de palmatórias, o repertório oral que dona Sinhana me ensinou. […] Sou filho da brabeza, é bobagem eu querer negar minha raça.”

Vida Mundo — apresentação
“O Carmo mostra o sertanejo legítimo, né, valorizado, seja na obra de ficção, seja buscando conhecimentos, vivências, ele sempre foi coerente com o sertanejo.”
Hamilton Carneiro · Apresentador do Frutos da Terra
“Ela lia todos os dias. Invariavelmente. Eu nunca vi minha vó deitar sem ler, que era um hábito que meu pai pegou dela também.”
Ana do Carmo · Filha de Carmo Bernardes
“Ele é muito honesto e muito fiel com a linguagem do homem do campo. […] Parece aquela prosa assim, que você encosta no balcão, pede um pedaço de fumo, uma dose de pinga, um cigarro e começa a conversar com o outro.”
Edival Lourenço · Poeta e romancista

Linha do tempo

Uma vida entre o sertão, o jornal e o rio

1915

Nasce em 2 de dezembro, na Fazenda Santa Rita, em Patos de Minas (MG). Aprende a falar com a mãe, dona Sinhana: “foi ela que me ensinou a falar como falo”.

1945

Palestra a fazendeiros sobre erosão e matas ciliares. Aos 30 anos, deixa a roça para Anápolis e começa no jornalismo, no semanário A Luta. Passa a frequentar o Araguaia.

1966

Publica Vida Mundo. O Cruzeiro o compara a Guimarães Rosa “pela força de expressão e espontaneidade da linguagem”.

1991

Recebe o Prêmio Casa de las Américas por A ressurreição de um caçador de gatos. Publica Perpetinha pela Editora UFG.

2026

A Editora UFG lança as Obras Completas, em 20 volumes. Os três primeiros chegam em 25 de novembro.

Baseado na biobibliografia organizada por Marlon Salomon.

Títulos inaugurais

Os três primeiros livros

Capa do livro Vida Mundo

Contos · 1ª ed. 1966

Vida Mundo

O livro de estreia, publicado aos 50 anos. Contos que o próprio Carmo reconhecia como o mais importante de sua obra, escritos no repertório oral que aprendeu com a mãe, dona Sinhana — a fala do sertanejo levada ao papel sem caricatura.

Em breve

Comprar na Editora UFG ↗
Capa do livro Jângala — Complexo Araguaia

Ensaio e prosa de natureza · 1ª ed. 1994

Jângala — Complexo Araguaia

Descrição profunda e quase científica do Araguaia, de sua fauna, flora e gente, e denúncia da devastação que o destruía. “Não é o livro de você ler, é um livro de você estudar”, diz Hamilton Carneiro.

Em breve

Comprar na Editora UFG ↗
Capa do livro A ressurreição de um caçador de gatos

Contos e outras prosas · 1ª ed. 1991

A ressurreição de um caçador de gatos

Premiado pela Casa de las Américas, em Cuba, como melhor livro da América Latina. Para Lêdo Ivo, jurado do prêmio, “da melhor qualidade, só comparável ao Sagarana de Guimarães Rosa”.

Em breve

Comprar na Editora UFG ↗

Imprensa

Saiu na imprensa